O populismo de esquerda regressivo já ultrapassou o seu auge. Breve contextualizaçãodas derrotas eleitorais do Partido da Esquerda em Baden-Württemberg e na Renânia-Palatinado
Tomasz Konicz, 03.04.2026
Onde estão agora as massas com consciência de classe, que anseiam por calor social e justiça, pela luta populista “pela água do chá”, por um gole maior da garrafa da política sindical? Se tomarmos como referência os resultados das duas últimas eleições estaduais, essas massas que o populismo de esquerda alemão alega representar são menos de cinco por cento da população com direito de voto. Em ambas as eleições estaduais, o Partido da Esquerda ficou abaixo da barreira dos cinco por cento. O «Partido da Esquerda» (Partei die Linke – PdL) conseguiu seguir a sua linha populista regressiva, que entretanto se tornou hegemónica na esquerda alemã (ver: Todos se tornam Wagenknecht),1 praticamente sem obstáculos nas campanhas eleitorais estaduais. Não houve grandes disputas de orientação antes das eleições; praticamente todos puxaram a mesma corda populista: redistribuição de cima para baixo, regresso ao Estado social do século XX, crítica à divisão social etc. O espectro político da esquerda regressiva na República Federal consiste, no seu cerne, neste populismo social-democrata, bem como em grupos da velha esquerda, tradicionais, por exemplo marxista-leninistas, para quem esta regressão ao século XX não vai suficientemente longe, que exigem mais luta de classes ao modelo do século XIX, uma «luta pela água do chá» mais dura. Se há críticas à política do PdL por parte deste espectro da velha esquerda, estas limitam-se a que o partido não leva o seu populismo suficientemente longe.
No entanto, a orientação geral deste movimento anacrónico não foi questionada; prevaleceu, em grande medida, um cessar-fogo entre o pseudopopulismo do PdL, que ambiciona cargos e participações no governo – e que será traído à primeira oportunidade –, e os fanáticos políticos do antigo comunismo nas margens da extrema-esquerda alemã. Os fracassos eleitorais em Baden-Württemberg e na Renânia-Palatinado não podem, portanto, ser atribuídos a desacordos, disputas internas ou algo semelhante. Estas derrotas são, assim, o resultado da linha populista do PdL. A demagogia social do «Partido da Esquerda» fracassou simplesmente devido às suas próprias pretensões populistas. Este populismo pseudo-esquerdista pretendia funcionar como porta-voz das massas oprimidas – e essas massas rejeitaram-no nas urnas.
Após as eleições, iniciou-se a habitual retórica de embelezamento dos resultados por parte da liderança populista do partido, que naturalmente não viu motivo para qualquer autocrítica. O líder do partido, van Aken, que antes das eleições via o seu partido embrutecido pelo populismo a atingir resultados de dois dígitos,2, ficou subitamente satisfeito com os magros resultados do PdL, mesmo que não fossem suficientes para entrar nos parlamentos.3 O «Partido da Esquerda» teria progredido em relação às últimas eleições estaduais de há cinco anos, segundo van Aken. O que é naturalmente uma percepção muito selectiva, uma vez que a última votação em ambos os Estados federados ocorreu no âmbito das eleições federais de 2025: e o PdL, na altura, em Baden-Württemberg (6,8 por cento) e na Renânia-Palatinado (6,5 por cento), ultrapassou facilmente a barreira dos cinco por cento. O PdL, com a sua linha populista, encontra-se assim já em declínio, tendo caído abaixo da barreira dos 5% no espaço de um ano. O auge da regressão já foi ultrapassado.
A very special kind of stupid
No entanto, foi o antifascismo que possibilitou o sucesso eleitoral do «Partido da Esquerda» em 2025 – e não o populismo regressivo e cego à crise, que de facto se entrega à demagogia social no meio de uma crise sistémica manifesta (ver a este respeito: Populismo para os pobres).4 O pico de popularidade do PdL seguiu-se ao discurso inflamado da figura de proa do partido, Reichinnek, contra a quebra de tabus da CDU de Friedrich Merz, que, pela primeira vez na campanha eleitoral, fez um pacto indirecto com a AfD. O discurso foi visualizado milhões de vezes no TikTok – na altura ainda propriedade chinesa –5, de modo que o partido conseguiu chegar ao Bundestag numa onda de indignação antifascista.
A demagogia social do PdL nunca teve, portanto, sucesso numa campanha eleitoral; é apenas preferida pelas redes de influência oportunistas que dão o tom no partido, uma vez que permite o planeamento de carreiras social-democratas. O antifascismo passou, consequentemente, muito rapidamente para segundo plano; em vez disso, foi demonstrada a vontade de ferro da liderança do partido em participar na administração da crise:6 desde o papel do PdL na eleição do chanceler, passando pela disponibilidade para aumentar a idade de reforma, até à aprovação da reforma das pensões pela coligação.
Uma Heidi Reichnnnek, que «para o bem do país» possibilitou a eleição antecipada ao chanceler, a quem anteriormente designara como «escada» da AfD,7 uma Ines Schwerdtner, que conseguia imaginar um aumento da idade de reforma8 – tudo isto foi levado a cabo pelos «populistas» do PdL sem qualquer necessidade de política de poder, sem perspetivas de participação no governo, por puro e indomável impulso de participação. No entanto, não foi em primeiro lugar este ultra-oportunismo, que se colocava a si próprio em risco, que deu início ao declínio claramente visível do PdL.
A demagogia social, que consiste essencialmente em contar às pessoas doces mentiras sobre o regresso ao Estado social, quando tal já não é possível na crise sistémica manifesta, perde o seu poder de atracção. O populismo do PdL conseguiu assim tornar-se hegemónico no seio da esquerda alemã, uma vez que serviu necessidades ideológicas e identitárias numa fase inicial do desenrolar da crise, necessidades essas que entretanto quase já não existem na população.
Estas tendências podem ser resumidas no conceito de regressão. Trata-se do impulso irracional de ignorar a crise sistémica em que se encontra o capitalismo tardio, para poder agarrar-se às velhas pseudoverdades, às velhas identidades de esquerda moldadas pelo capitalismo. A crise sistémica, que dissolve precisamente também as identidades de esquerda enraizadas, pôde ser ignorada para que – paralelamente ao fascismo – nos perdêssemos em velhas verdades simples, em imagens simples do inimigo, no fetiche da luta de classes, na busca maníaca por bodes expiatórios e seus interesses, em vez de tematizar as contradições sistémicas crescentes e perceber a inevitável transformação do sistema (Ver a este respeito: A Grande Regressão).9
A esquerda apresentou-se, assim, não como uma alternativa sistémica, mas como uma concorrência intracapitalista ao fascismo: às falsas «verdades simples» da direita opuseram-se «(meias-)verdades simples» da esquerda, à busca de bodes expiatórios da direita respondeu-se com bodes expiatórios da esquerda, ao darwinismo social opôs-se o Estado social etc. O regresso aos bons velhos tempos de pureza racial, propagado pelo fascismo, foi respondido com o regresso pretendido à boa e velha luta de classes, à economia social de mercado e ao retorno à classe trabalhadora – ignorando-se, no entanto, que o pauperismo emergente é consequência da dissolução da classe dos assalariados provocada pela crise e não – como no século XVIII – um momento da sua formação e da igualdade social esperada.
Este pseudopopulismo cego à crise constitui, assim, o denominador comum da esquerda alemã em dissolução, que em grande parte já pode ser designada como uma pós-esquerda, cujas acções e retórica quase já não têm qualquer referência social à realidade da crise. O oportunismo de esquerda em tempos de crise10 conseguiu utilizar este anseio anacrónico pelo Estado social como veículo de carreira, enquanto a velha esquerda conservadora encontrou aqui a sua auto-afirmação ideológica e identitária, o que lhe permitiu manter os seus anacronismos. Os excêntricos políticos da velha esquerda, tal como os oportunistas ávidos de carreira, constituem assim as duas grandes forças do populismo alemão, complementadas ainda pela habitual estupidez dos snobs da classe média de esquerda, que formam a super-estrutura pseudo-intelectual deste movimento anacrónico. Este populismo produziu, aliás, entretanto, uma geração de esquerdistas instintivos que, por vezes, se fundem totalmente na hegemonia da direita, servindo-se dos padrões de pensamento e conceitos correspondentes, sem sequer serem capazes de reflectir sobre isso.
Resumindo: o único interesse concreto de política de poder subjacente ao pseudopopulismo alemão é o oportunismo de crise (Ver também: O coeficiente de estupidez da esquerda),11 tudo o resto é regressão. Só que, no mercado político ideológico, já não se ganha nada com isso, dada a dinâmica de crise bastante avançada. O eleitorado do PdL, que responde a este populismo, tem de ter requisitos muito específicos. Tem de ser economicamente desinformado e cego à crise, para poder interpretar erroneamente a crise sistémica manifesta como uma crise de distribuição; esta ignorância regressiva face à crise tem, além disso, de ser acompanhada por uma certa resiliência face a estruturas autoritárias e ressentimentos abertos, tal como os personifica a concorrência populista de direita.
E os eleitores do «Partido da Esquerda» têm ainda de acreditar que este irá realmente tentar concretizar as suas promessas populistas, enquanto o PdL, mesmo na oposição, as deita alegremente por terra.12 O PdL apela, assim, com a sua oferta política, a um very special kind of stupid, um tipo marginal e muito específico de ignorância face à crise – et voilà, e já estamos com menos de cinco por cento de apoio eleitoral.
O que, porém, se desenrola efectivamente em termos de política social na RFA pré-fascista é a submissão em massa e generalizada à administração da crise, que se agrava constantemente. A crise é percebida de forma simplista; pretende-se ultrapassá-la através da adaptação, da renúncia, do habitual «apertar o cinto», da submissão total às exigências da valorização do capital, que se agravam devido à crise – e assim se abre caminho para o fascismo, uma vez que isto já não vai funcionar. A fase de regressão e do anseio reaccionário pelos «bons velhos tempos», que está na base do populismo do PdL, foi assim há muito ultrapassada pela dinâmica da crise. A direita oferece uma resposta autoritária à crise do sistema, que é ignorada pela esquerda por oportunismo e cegueira ideológica.
A pós-esquerda como facilitadora do fascismo
Quem realmente ganhou terreno nas eleições em Baden-Württemberg e na Renânia-Palatinado foi, consequentemente, a AfD, que entretanto obtém resultados do leste alemão no oeste. Apesar da retórica populista do PdL sobre o Estado social e a redistribuição. Isto deve-se também à hegemonia generalizada que a ideologia fascista de crise já conquistou na República Federal – com o apoio indireto do PdL e da velha esquerda alemã. Hegemonia significa, neste caso, que o quadro do discurso público, bem como os fundamentos ideológicos e filosóficos do debate público, estão previamente moldados em conformidade.
E a hegemonia fascista resulta do simples facto de o fascismo constituir uma ideologia de crise capitalista que, em reacção a surtos de crise, executa um extremismo do centro, no qual as ideologias e identidades dominantes no centro da sociedade assolada pela crise são levadas ao extremo ideológico (ver a este respeito: Fascismo no século XXI).13 No capitalismo tardio, estas foram o neoliberalismo, juntamente com o darwinismo social, e a identidade nacional sob a forma de nacionalismo económico.
Por que razão, então, os eleitores inseguros, numa crise sistémica manifesta, preferem o populismo de direita da AfD ao populismo de esquerda da PdL? Porque o populismo de direita apresenta uma maior continuidade ideológica e identitária com o neoliberalismo e com a identidade nacional. Não é necessário fazer qualquer ruptura, não é preciso abandonar a linha ideológica já estabelecida. A AfD é o verdadeiro partido dos trabalhadores,14 porque oferece aos assalariados, na sua função económica de capital variável, soluções simples: a concorrência estrangeira no mercado de trabalho deve desaparecer, temos de arregaçar as mangas para nos reerguermos etc. O fetiche pelo trabalho e a concorrência de crise carregada de racismo15 já são omnipresentes, apenas se intensificam – os inimigos imaginários da direita são socialmente vulneráveis, não há qualquer risco. A esquerda, por outro lado, oferece ao trabalhador alemão, muitas vezes com fixações autoritárias e que talvez já se considere parte da classe média, a luta de classes como solução – ou seja, a luta arriscada contra grupos socialmente fortes. O que é que o súbdito alemão, que tem medo da crise sistémica que não compreende, irá provavelmente votar nas urnas?
Sobretudo porque a direita identifica o carácter da crise como uma crise da valorização do capital e exige uma submissão mais forte e autoritária ao regime capitalista, continuando a velha esquerda a pregar uma simples redistribuição – enquanto o sistema entra em desintegração aberta. Quem quer que saiba somar um mais um já percebe que nos encontramos numa crise sistémica. Sem uma crítica radical, sem uma ruptura categorial com o capital, o extremismo de direita do centro impõe-se inevitavelmente. As mentiras da direita parecem, no âmbito da ideologia do capitalismo tardio que se brutaliza devido à crise, mais credíveis do que o anacrónico pensamento positivo da esquerda sobre o regresso ao «Estado social» ou ao «sujeito revolucionário», que é alucinado precisamente no capital variável.
Em vez de entrar numa competição demagógica de mentiras com o fascismo, apenas uma abordagem ofensiva e a tematização da realidade da crise social ainda oferecem uma oportunidade de quebrar a dinâmica fascista. Que tal a verdade concreta em vez da demagogia social? A verdade que, entretanto, todos sentem ou, pelo menos, pressentem: O sistema capitalista encontra-se numa crise inescapável, não há saída dentro do capitalismo, a transformação do sistema é inevitável. Neste momento, estamos perante uma pós-esquerda populista e conservadora, que se agarra às instituições, identidades e formas do sistema capitalista da segunda metade do século XX, e uma direita que avança agressivamente, impulsionando o processo de transformação para a barbárie que a falsa alternativa fascista propicia.
O primeiro passo consistiria, portanto, em expressar abertamente esta verdade simples e de conhecimento geral, ou seja, dizer como as coisas estão, e fazer da luta pelo sentido da transformação já em curso a base da prática de esquerda. No entanto – e é aqui que a brincadeira acaba de vez –, o populismo do PdL, juntamente com a sua ala da velha esquerda, combateu de forma decidida e marginalizou com grande sucesso qualquer teoria radical da crise, qualquer crítica categorial do capital. A ignorância da esquerda alemã em relação à crise está hoje mais disseminada do que era o caso há poucos anos. E apenas a luta conduzida de forma ofensiva por um processo de transformação emancipatório poderia eventualmente travar o fascismo na RFA.
Uma vez que não existe um «sujeito revolucionário», seria decisiva a formação generalizada de uma consciência radical da crise que reflectisse o carácter da mesma. E isto só pode acontecer através do debate, da confrontação com a ideologia dominante e os seus ressentimentos, em vez de a modificar e repetir, como faz o populismo. No entanto, foi precisamente o «Partido da Esquerda», como sugerido, que sabotou com sucesso a formação de uma consciência radical da crise. Por um lado, a linha populista do PdL acompanha uma submissão à hegemonia da direita, que foi conscientemente levada a cabo por cálculos oportunistas e tácticas eleitorais. Esta capitulação perante a hegemonia pré-fascista foi formulada em 2024 num documento estratégico da «Fundação Rosa Luxemburg» (RLS),16 no qual foram identificados «pontos de disparo da esquerda» que devem ser evitados para não afugentar potenciais eleitores de direita. Que tipo de «pontos de disparo» são esses? Por exemplo, a questão das «minorias excêntricas» (Wagenknecht) ou a crise climática capitalista. Acima de tudo, não ofender – eis o lema do «populismo de esquerda» alemão.
Esses mesmos snobs da classe média da RLS, que gostam de inserir uma citação de Gramsci nas suas conversas vazias e plagiadas, rejeitaram assim conscientemente a luta estratégica e antifascista pela hegemonia, pois esperavam obter vantagens eleitorais tácticas com isso. E esse é precisamente o segredo sujo do populismo: mesmo numa verdadeira crise do sistema, ele não é sistemicamente oposicionista, pois orienta-se pela «opinião pública» moldada pela indústria cultural, ou seja, pela falsa aparência ideológica da sociedade,17 em vez de confrontar essa falsa aparência com a dura e incómoda realidade da crise. O pseudopopulismo do PdL18 preparou, portanto, de forma muito concreta o caminho para a hegemonia fascista. A realidade social, concretamente a crise do sistema, o ponto de Archimedes que também pode fazer descarrilar a ideologia fascista da crise, foi ignorada em favor da regressão e do oportunismo.
Isto aplica-se em particular à política climática. Em nenhum outro lugar a necessidade pura e simples de sobrevivência de ultrapassar o capital é mais evidente do que na crise climática capitalista que se desenrola; em nenhum outro lugar a transição para uma crítica radical do capital é mais fácil do que na compreensão da incompatibilidade do processo de valorização com as bases ecológicas da vida da humanidade.19 E em nenhum outro lugar ficou mais claro o carácter do populismo de esquerda como forma de administração de crises dentro do próprio capitalismo do que nos conflitos no seio do movimento climático, que foi deliberadamente sabotado pelo populista do PdL, tendo a sua dinâmica radical sido quebrada (ver: o termo controverso «justiça climática»).20 Foi o refrão de sempre: A crise climática foi deturpada de uma crise sistémica para uma crise de distribuição, uma vez que era necessário evitar eventuais «pontos de disparo». O capital variável, ou seja, o trabalhador alemão, que de qualquer modo não vota no PdL mas sim na AfD, não deveria chegar atrasado ao trabalho por causa de autocolantes climáticos, pois caso contrário seria «disparado» e votaria na AfD etc.21 As pressões do sistema, sob o seu disfarce «proletário», foram mobilizadas ideologicamente contra a crise do sistema.
Entretanto, o populismo do PdL, que de facto tornou hegemónico um social-democratismo anacrónico e embrutecido, funciona como guardião ideológico dentro da esquerda, bloqueando e marginalizando a crítica radical e a formação de uma consciência radical da crise – o que, aliás, explica a integração do PdL na vida política da RFA.22 Parece quase absurdo que este controlo da esfera política burguesa ainda seja possível: As redes de influência do pseudopopulismo pós-esquerdista do PdL, de olho em cargos e percursos de carreira, mesmo na crise sistémica manifesta que está a atingir de pleno a RFA, continuam a conseguir sabotar, através da sua estupidez regressiva, a formação de uma consciência radical da crise no campo político que, de um ponto de vista histórico, assumisse como bandeira a superação emancipadora deste sistema.
Mas isto não é motivo para desanimar, desistir, retirar-se para um canto a fazer beicinho ou algo semelhante. O declínio da PdL, que agora se inicia, vai pôr fim ao silêncio sepulcral populista e desencadear disputas no partido, já só pelo facto de haver menos para distribuir. Isto vai abrir brechas para desmantelar esta fatídica frente populista-regressiva e levar a teoria radical da crise, juntamente com a prática de transformação, para a ofensiva.
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1 https://www.konicz.info/2025/03/23/alle-werden-wagenknecht/. Em Português: https://www.konicz.info/2025/04/06/todos-se-tornam-wagenknecht/
2 https://www.stuttgarter-zeitung.de/inhalt. jan-van-aken-linken-bundeschef-ueberzeugt-von-zweistelligem-ergebnis-in-baden-wuerttemberg.99b9ace9-b7fb-47c5-97ea-c9a85dc7cf65.html
3 https://www.youtube.com/watch?v=HKpn3Ai4WbI
4 https://www.konicz.info/2025/11/30/populismus-fuer-arme/. Em Português: https://www.konicz.info/2025/12/02/populismo-para-os-pobres/
5 https://www.mz.de/wahl/bundestagswahl-sachsen-anhalt/heidi-reichinnek-linken-kandidatin-brandmauer-rede-bundestag-3995866
6 https://www.konicz.info/2025/11/30/populismus-fuer-arme/. Em Português: https://www.konicz.info/2025/12/02/populismo-para-os-pobres/
7 https://x.com/antonnft6/status/1919821830660976804
8 https://www.n-tv.de/politik/Linken-Chefin-haelt-Erhoehung-des-Renteneintrittsalters-fuer-moeglich-article25948019.html
9 https://www.konicz.info/2024/05/26/die-grosse-regression/. Em Português: https://www.konicz.info/2024/12/06/a-grande-regressao/
10 https://www.untergrund-blättle.ch/politik/deutschland/linkspartei-opportunismus-in-der-krise-7288.html. Em Português: https://www.konicz.info/2022/11/09/oportunismo-na-crise/
11 https://www.konicz.info/2020/12/09/der-linke-bloedheitskoeffizient/. Em Português: https://www.konicz.info/2020/12/17/o-coeficiente-de-estupidez-da-esquerda/
12 https://www.konicz.info/2025/11/30/populismus-fuer-arme/. Em Português: https://www.konicz.info/2025/12/02/populismo-para-os-pobres/
13 https://www.konicz.info/2024/04/19/e-book-faschismus-im-21-jahrhundert-skizzen-der-drohenden-barbarei-epub/
14 https://www.n-tv.de/mediathek/videos/politik/AfD-liegt-bei-Arbeitern-inzwischen-meilenweit-vorne-id30505780.html
15 https://www.konicz.info/2010/09/12/sarrazins-sieg/
16 https://www.rosalux.de/fileadmin/rls_uploads/pdfs/Studien/Studien_3-24_Linke_Triggerpunkte_web.pdf
17 https://www.konicz.info/2016/08/11/die-sarrazin-der-linkspartei/
18 https://www.konicz.info/2025/11/30/populismus-fuer-arme/. Em Português: https://www.konicz.info/2025/12/02/populismo-para-os-pobres/
19 https://www.konicz.info/2022/01/14/die-klimakrise-und-die-aeusseren-grenzen-des-kapitals/
20 https://www.konicz.info/2023/09/06/unwort-klimagerechtigkeit/. Em Português: https://www.konicz.info/2023/09/14/a-falsidade-da-justica-climatica/
21 https://www.zeit.de/politik/2022-12/klimaaktivismus-letzte-generation-klassenkampf-carola-rackete-momo
22 https://www.tagesspiegel.de/politik/cdu-und-linke-kooperieren–bald-total-normal-kanzlerwahl-befeuert-debatte-uber-ende-der-unvereinbarkeit-13653901.html
Original “Populistische Krisensackgasse” in konicz.info, 02.04.2026. Tradução de Boaventura Antunes